Duas em cada três pessoas confiam mais em um algoritmo do que no seu gestor.

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Shot of a group of programmers working on a computer code at night

Um estudo realizado pela Oracle, empresa de soluções em nuvem, em parceria com a Future Workplace, de recursos humanos, analisa os impactos da inteligência artificial nas relações dentro do mercado de trabalho. Entre os principais levantamentos da pesquisa, destaca-se que 64% dos entrevistados confia mais nas decisões tomadas por um algoritmo do que pelo seu gestor ou chefe.

Este número é um indicador da crescente normalização dos robôs no ambiente empresarial. “As pessoas não estão mais com medo dos robôs. Elas experienciaram as melhorias que IA e machine learning trouxeram ao trabalho de uma forma bastante pragmática. E, quanto mais usam as tecnologias, mais empolgados ficam em relação a elas”, afirma Emily He, VP de marketing da Oracle.

O estudo, intitulado “From Fear to Enthusiasm” (Do medo ao entusiasmo), aponta ainda que 36% dos trabalhadores acreditam que um algoritmo de inteligência artificial dá informações menos enviesadas que seus gestores. Por outro lado, 45% acreditam que humanos ainda são melhores em entender os sentimentos dos empregados.

“O estudo de 2019 mostra que a IA está redefinindo não apenas o relacionamento entre trabalhador e gerente, mas também o papel de um gerente em um local de trabalho orientado pela IA”, afirma Dan Schawbel, diretor de pesquisa da Future Workplace. “Com base nas descobertas, os gerentes permanecerão relevantes no futuro caso se concentrem em ser humanos e usarem suas habilidades pessoais, deixando as habilidades técnicas e tarefas de rotina para os robôs”.

IA no mundo
A Índia, entre os países que participaram do estudo, é onde a inteligência artificial impacta mais organizações. Mais de 78% dos respondentes do país afirmaram que suas empresas adotaram a tecnologia em algum processo. Na China, o número fica bem próximo: 77%. Depois, aparecem os Emirados Árabes (62%) e, em seguida, o Brasil (60%).

Em relação à confiança dos funcionários em robôs, o Brasil também apresenta resultados relevantes, que apontam para uma alta descrença nos empregadores. Por aqui, 79% dos entrevistados confia mais em um algoritmo do que em seu gestor. Vale lembrar que a média mundial é de 64%.

O otimismo a respeito da crescente adoção da IA no mercado de trabalho varia de acordo com idade e gênero. Enquanto 31% dos millenials se dizem empolgados com a tecnologia, esta visão atinge apenas 24% da Geração Z, 22% da Geração X e 14% das pessoas com mais de 55 anos. Além disso, 32% dos homens estão otimistas em relação à inteligência artificial, contra só 23% das mulheres.

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