Gestor precisa ser também educador.

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Como um típico e bom professor, o gestor precisa ter a função de desenvolver as pessoas.

É importante para um gestor assumir, também, o papel de professor, de educador no cotidiano da empresa.

Isso porque, assim como um típico e bom professor, o gestor precisa ter a função de desenvolver as pessoas. Fazê-las aprender, aprimorar-se e ter orgulho de desempenhar suas atividades de maneira cada vez melhor.

Nos modelos de gestão mais tradicionais, já um tanto ultrapassados, essa característica dos gestores muitas vezes não é tão valorizada e priorizada ou é quase inexistente, pois não faz parte do escopo, da mentalidade da gestão.

Porém, na gestão lean, isso deve fazer parte dos conceitos e das práticas cotidianas. Nesse modelo, um dos principais papéis do gestor é o de ser um educador. São diversos os conceitos e as práticas que aproximam um gestor lean de um típico professor.

Diferentemente do líder tradicional, que procurar dar ordens, controlar e comandar, o gestor lean tem como um de seus papéis básicos, por exemplo, “fazer perguntas” aos membros de sua equipe para fazê-los pensar nos problemas que enfrentam e, assim, buscar as melhores soluções. Ao invés de dar soluções, como um professor antigo que faria os alunos somente decorarem as informações que ele traz, o gestor moderno, assim como o professor atualizado, busca desenvolver raciocínios, de forma que as pessoas aprendam a buscar novas informações e conclusões.

No melhor estilo da aprendizagem ativa – tão propalada hoje nos meios acadêmicos –, o gestor lean também se torna um professor quando incentiva seus liderados a “aprender colocando a mão na massa”, ou seja, vendo, tocando e manipulando, o mais de perto possível, o processo produtivo.

As tendências modernas de ensino valorizam bastante os trabalhos multidisciplinares, quebrando as disciplinas isoladas e as gavetinhas de conhecimento estanque. Da mesma forma, o gestor deve estimular trabalhos colaborativos de pessoas de diferentes áreas, quebrando os silos organizacionais.

O gestor lean também precisa estimular seus subordinados a usar o “método científico” na busca por soluções de uma forma estruturada, método, aliás, muito similar aos usados pelos estudantes universitários. Frente a um problema, temos que entender a situação, suas causas, formular hipóteses quanto às ações que vão bloquear essas causas e testá-las, comprovando ou não a melhoria.

O gestor lean, como um bom professor, precisa saber ouvir. Deve ter a sensibilidade de entender o problema vivenciado pela pessoa. Tem de encontrar formas de apoiar seus liderados na melhoria dos processos. Sempre com respeito, visando ao enriquecimento pessoal de todos.

Tudo isso e diversas outras práticas típicas de um bom gestor lean são muito similares ao cotidiano, ao trabalho de um bom professor.

E se esse papel do gestor como um professor for bem aplicado na organização, se for orquestrado pelo modelo de gestão e atingir a todos, é evidente que isso tende a transformar a empresa num espaço de aprendizagem constante, o que é hoje uma das coisas mais buscadas pelas organizações mais modernas e admiradas, sendo apontado como fator decisivo para a competitividade das organizações.

Portanto, aproveite esses momentos em que lembramos, louvamos e homenageamos nossos bons professores – às vezes injustamente mal tratados e desvalorizados – para fazer essa reflexão: a de que um gestor pode e deve ser, essencialmente, um educador.

Você vai perceber que um modelo de gestão é, também, um grande processo de educação.

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