Impacto real do 5G será sentido pela indústria, e não pelo cliente final, dizem executivos.

0
5

A internet 5G já está sendo implementada ao redor do mundo, mas seu impacto ainda não é sentido. Segundo Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil, e Sun Baocheng, presidente da Huawei no Brasil, o 5G terá um impacto pequeno para o usuário de internet. Os avanços serão mais evidentes nos setores industriais, que ganharão eficiência e velocidade. O tema foi discutido pelos dois executivos durante o Future.com, evento focado em transformação digital que reúne líderes em tecnologia aplicada às telecomunicações.

“É muito mais provável que o 5G seja um facilitador para o desenvolvimento tecnológico do país do que algo que gere benefício imediato para o cliente final”, disse Labriola. Para as empresas, a internet 5G promete não só aumentar a velocidade de transferência de dados, mas também acabar com o delay. Entre as possibilidades industriais trazidas pela nova tecnologia, estão cirurgias feitas remotamente com ajuda de um robô e o aprimoramento do ensino à distância.

“No curto prazo, o retorno para as operadoras de telecomunicações será pequeno. Mas haverá um grande ganho para o ecossistema de negócios,” afirma Labriola. “Com o ganho de eficiência das companhias, o consumidor terá uma melhor qualidade de vida. Mas é importante não esperar efeitos imediatos com a mudança.”

Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil, durante o evento Futurecom (Foto: Divulgação/Futurecom)

Segundo Labriola, a chegada do 5G no Brasil pode movimentar R$ 23 bilhões em 10 anos, aumentando o PIB em 1% e criando 200 mil empregos formais.

Infraestrutura e Monetização

Sun Baocheng, presidente da Huawei no Brasil, afirmou que a rede 5G deve contribuir US$ 289 bilhões para a economia mundial até 2025. “O 5G vai permitir que muitas indústrias digitalizem seus negócios, trazendo ganhos na produtividade,” disse.

Para o executivo, a estimativa é que mais de 1,57 bilhão de pessoas usem 5G em mais de 480 milhões de domicílios até 2025. Enquanto Coreia do Sul, China e Europa já contam com o 5G em seus territórios, o Brasil ainda não dispõe da tecnologia.

“Para que isso aconteça, são necessárias mudanças na infraestrutura”, diz Labriola. “Não é só fazer um leilão do 5G e o 5G se materializa,” disse. Entre as medidas necessárias, ele citou a diminuição da burocracia para a construção de antenas e um maior investimento no compartilhamento de linhas de fibra ótica.

Na opinião de Baocheng, a revolução 5G trará ganhos tanto para as operadoras quanto para os consumidores, que poderão fazer uso de um serviço 16 vezes mais veloz. No caso das empresas, será possível oferecer pacotes que funcionam melhor com jogos online ou streaming, por exemplo.

Sun Baocheng, presidente da Huawei no Brasil, falou sobre a tecnologia 5G (Foto: Divulgação/Futurecom)
A segmentação da internet, segundo Sun, também poderá acontecer no setor industrial, já que diferentes segmentos têm diferentes necessidades de internet. “Operadoras podem adotar modelos de negócios flexíveis para combinar as capacidades do 5G e atender demandas diferentes”, disse Sun. “Vamos trabalhar juntos.”
SimSite Banner

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui