Na contramão da crise: os setores da economia que crescem na pandemia.

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Outro segmento que já vinha em ascensão e, de repente, foi catapultado a outro patamar é o de produtos e serviços relacionados ao teletrabalho. “Uma área que cresceu muito é a de infraestrutura de home office. As pessoas buscam mobiliário, cadeiras mais ergométricas. Também tem um efeito sobre upgrade de planos de banda larga para trabalhar em casa, além de noteboooks e tablets para as pessoas estarem online e acompanharem uma aula, por exemplo”, explica Paulo Renato Macedo, gerente de inovação do Sebrae.

Os cursos online, aliás, são outro segmento que experimenta aumento em suas atividades durante a pandemia. Assim como os aplicativos de delivery e a migração para o home office, já se mostravam como tendência antes da crise. Plataforma que alia educação e entretenimento, a Curseria registrou crescimento de 500% na procura por seus cursos online no último mês.

Negócios mais tradicionais, no entanto, têm sofrido mais. Quem depende do movimento de uma loja, em um modelo mais antigo que conta com a circulação de pessoas, tem de se adaptar para sobreviver. “Por oportunidade, os empresários vão entender que a transformação digital é vantajosa”, destaca Paulo Renato, que exalta a importância de capacitação para essa migração e cita como opção o Sebrae Acelera Digital, jornada online de 10 dias com grupos de empresários para que impulsionem a transformação digital de seus negócios.

É uma alternativa que os faria surfar a onda do e-commerce: de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM), houve até um baque inicial da pandemia nas duas primeiras semanas de isolamento, com redução de 19,24% nas vendas pela internet em relação à primeira quinzena de março. Nas duas semanas seguintes, porém, mostrou-se o potencial desse setor, com crescimento de 28,83% nas transações.

Apoiar-se nestes segmentos que crescem, portanto, pode ser a chave para atravessar a crise sem tantos sobressaltos. “Esses aplicativos de delivery, por exemplo, representam canais que facilitam com que as empresas entreguem seus produtos de novas formas. O aplicativo oferece a tecnologia, retirando essa barreira para o pequeno empresário. A meu ver, é algo que não é passageiro. Estamos falando de um novo contexto mercadológico. No momento em que há uma quebra de crenças e barreiras para usar o serviço, percebe-se o quanto são mais práticos”, detalha Rubens Massa, professor do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV EAESP.

Fonte: Portal VAE – Globo

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