Queda na fabricação e alta demanda causam falta de motos no Brasil.

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A pandemia do novo coronavírus gerou um inesperado desequilíbrio no mercado de motocicletas. A produção despencou, com a suspensão das atividades das fábricas para proteger funcionários do risco de contágio.

A quarentena causada pela pandemia do coronavírus fez aumentar a olhos vistos a demanda por tele-entregas em todo o Brasil – e no mundo. Desde alimentos até documentos fizeram o mercado dos entregadores subir. Porém, a fabricação do principal meio de transporte da categoria, as motocicletas, caiu justamente pelo afastamento dos funcionários das fábricas das montadoras. O cálculo simples leva a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) a divulgar que há falta de motocicletas no mercado para atender a demanda. Segundo a Agência Estado, as motos mais populares, de até 150 cilindradas, chegaram a estar em falta para venda.

A produção de motos, que está concentrada sobretudo em Manaus, teve um ritmo mensal médio de 92 mil unidades em 2019. Em abril deste ano, saíram das linhas de produção apenas 1,4 mil motocicletas; em maio, foram 14,6 mil, de acordo com dados da Abraciclo, entidade que representa o segmento de motocicletas e bicicletas.

Com a balança da oferta e da demanda descompassado, o valor agregado das motocicletas aumentou. Em junho, as motos ficaram 1,12% mais caras em relação a maio, acima da inflação de 0,26%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), do IBGE.

Fonte: StartUP Life.

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