Startup Dyad ajuda estudantes a obter bolsas em universidades renomadas.

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Aos 19 anos, o norte-americano Greg Nance ingressou na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, por meio de uma bolsa da Gates Scholarship (criada por Bill e Melinda Gates). Durante sua graduação, o empreendedor identificou um aspecto em comum entre os estudantes que entraram na faculdade com bolsas de estudo: a grande maioria, como ele, havia passado no vestibular com auxílio de mentoria com universitários e ex-universitários das principais instituições do planeta.

Desta análise, surgiu a ideia de criar uma plataforma que fizesse a conexão entre mentores e estudantes. Em 2012, ainda como universitário, Nance fundou a startup ChaseFuture, que, cerca de quatro anos depois, em uma reformulação de marca, mudou de nome para Dyad – o qual se mantém até hoje.

A Dyad conta com uma base de mentores com expertise em processos para obtenção de bolsas de estudos para as principais universidades do mundo. No início, a maioria, como Greg, “eram Gates ou Truman Scholars”, afirma o CEO em entrevista exclusiva à StartSe. Estas são algumas das bolsas mais prestigiadas no ambiente acadêmico. “Hoje, há mais de 40 mentores ativos na plataforma”, revela.

O modelo de negócio se baseia em uma assinatura única, B2C, no qual o cliente recebe uma mentoria periódica, em vídeo, e pode contatar os profissionais a qualquer momento em caso de dúvidas. A plataforma garante uma bolsa em uma universidade de alto nível – do contrário, a assinatura é renovada gratuitamente.

Os mentores são avaliados pelos clientes e os mais eficientes recebem bônus pelo desempenho. Para entrar na plataforma, o mentor passa por um processo em oito etapas que avalia conteúdo e didática, além de um treinamento oficial da Dyad. “Assim, garantimos a qualidade da mentoria”, explica Greg Nance. “É um produto escalável, com tecnologia, feedbacks constantes e que funciona muito bem”.

Da China ao Brasil
A Dyad já recebeu US$ 1 milhão em investimentos e prepara uma nova captação para o ano que vem. A startup impactou 2100 estudantes de 25 países e disponibilizou o equivalente a US$ 29 milhões em bolsas de estudo. Criada nos EUA, ela tem escritório na China, de onde vem a maioria dos clientes.

“A maioria dos estudantes de alto nível na China tem a ambição de estudar no exterior, principalmente nos EUA, Europa e Nova Zelândia”, avalia o empreendedor. “As universidades chinesas estão ficando melhores, então a tendência está mudando. Mas ainda é um mercado muito grande para nós”.

Segundo Nance, a disputa comercial e tecnológica entre EUA e China é muito frustrante para negócios como da Dyad. “Os estudantes chineses não sabem mais se os EUA serão um lugar seguro para eles, se terão o visto rescindido em alguns meses”, explica. “É uma situação de derrota para todos os lados: perdem os estudantes, perdem as universidades, perdem os países como um todo. Eu torço para que Trump trate isso de forma mais madura com uma estratégia mais bem definida”, critica o CEO.

Hoje, a Dyad vê o Brasil como mercado prioritário para crescimento. A enorme base de estudantes que se formam no Ensino Médio mas não têm dinheiro para pagar uma universidade de renome no exterior cria um mar de oportunidades para a startup. “Podemos fazer uma grande diferença no Brasil”, prevê. “Meu plano é encontrar um parceiro no ecossistema que tenha uma grande plataforma educacional para que eu possa atingir milhões de estudantes”, revela.

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