Startup leva discussões sobre bullying e racismo para as salas de aula.

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Em 2013, ao publicar seu primeiro livro, No Reino de Pirapora, Janine Rodrigues, 38 anos, resgatou uma paixão de infância: a literatura. A história foi escrita quando a autora tinha 10 anos, inspirada em uma colega de escola. “Ela tinha uma doença que a impedia de brincar no sol junto com outras crianças, o que a tornou solitária e agressiva”, conta Janine.

O lançamento causou barulho. “O tema do bullying estava em evidência no Brasil, e fui convidada por várias escolas para debater o assunto com os alunos”, conta. A divulgação da obra e o trabalho junto às escolas ficava a cargo de Janine, mas o retorno financeiro era pequeno: ela recebia apenas 5% do preço de capa pelos direitos autorais.

Foi então que Janine percebeu uma oportunidade de transformar a paixão em negócio. Em 2015, no Rio de Janeiro (RJ), fundou a Piraporiando, editora de livros infantis com seis títulos em catálogo.

O diferencial da startup é que cada lançamento é acompanhado de uma “trilha literária”: um projeto de arte-educação que leva para a sala de aula o conteúdo dos livros e ensina para as crianças de 4 a 12 anos temas ligados à questão da diversidade, como empatia, bullying, intolerância e racismo.

Os projetos, que envolvem a capacitação dos educadores, duram de seis a 12 meses. Até o momento, já foram realizados em 400 escolas públicas e particulares de 16 estados, impactando cerca de 25 mil crianças.

“Uni duas paixões, a infância e a literatura, em prol de uma educação antibullying e antipreconceito. Tenho 182 histórias escritas e espero publicar cada uma delas”, diz a empreendedora.

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